
Jamira Gomes, estudante cabo-verdiana da Universidade do Minho
Jamira Suema Monteiro Gomes nasceu a 27 de Março de 1985, em Cabo Verde. Natural da ilha de Santo Antão, muito cedo começou por se aventurar, juntamente com os pais e os irmãos, para outras partes do arquipélago, como Santiago e S. Vicente.
Jamira Suema Monteiro Gomes nasceu a 27 de Março de 1985, em Cabo Verde. Natural da ilha de Santo Antão, muito cedo começou por se aventurar, juntamente com os pais e os irmãos, para outras partes do arquipélago, como Santiago e S. Vicente.
Depois de passar uma boa parte da sua infância na cidade da Praia, ilha de Santiago, aos sete anos foi para S. Vicente. “Ainda tenho fresco na memória o dia em que saí da cidade da Praia para ir para S. Vicente, lembro-me que eu e a minha irmã fomos de barco”, diz ela com um sorriso de nostalgia, acrescentando que o pai também viajou, mas de avião. Nesta ilha de “morabeza”, onde ainda mora o resto da sua família, ela viveu até aos 18anos. Por motivos académicos, emigrou para Portugal. Hoje estuda na Universidade do Minho, onde se licenciou em Educação. Actualmente frequenta o mestrado em Políticas Comunitárias e Cooperação Territorial.
De acordo com as suas declarações, quando chegou a Braga teve algumas dificuldades de integração. "Lembro-me de não fazer uma cadeira, isto porque a avaliação era a partir de um trabalho de grupo e eu não tinha um grupo", diz Jamira.
O espírito de solidariedade e a compaixão são virtudes que ela traz consigo desde a infância. Por isso gostaria muito de ser voluntária, explicando: “Um dos meus grandes sonhos é viajar pelo mundo e ajudar as pessoas que precisam”.
As crianças e jovens em risco também fazem parte das preocupações de Jamira Gomes. É por tudo isto que muitas das amigas, questionadas acerca da Jamira, a apelidam de “ Madre Teresa”. De acordo com Edna Cardoso, uma das suas melhores amigas, Jamira é simpática e altruísta.”Nunca nos deixa na mão, está sempre à procura de soluções para ajudar quem quer que seja”, acrescenta.
Um outro sonho é voltar a Cabo Verde e dar o seu contributo para o desenvolvimento e melhoramento do País, principalmente na área da Educação. “Sinto a obrigação de contribuir e, ainda mais, retribuir a Cabo Verde, estando grata pela possibilidade que me deu de ser a pessoa que sou agora”, clarifica.
Jamira reforça que o maior presente que poderia ter logo depois de terminar o mestrado seria um emprego. “Acho que é um desejo de todos os alunos conseguir um posto de trabalho, até posso dizer que é um sonho prioritário, neste momento”, acrescenta.
Durante os tempos livres, gosta de dar um bom passeio, aproveitar o sol. “Um bem precioso aqui em Braga”, comenta. Adora filmes de terror, embora lhe causem alguns pesadelos, mas mesmo assim este constitui o seu principal género da “Sétima Arte”. Cozinhar e uma boa prosa de conversa também são outros passatempos de Jamira Gomes. Obcecada pela limpeza e arrumação, muitas vezes as amigas acham-na um bocadinho chata.
André Fonseca nasceu em Angola, na cidade de Luanda, a 18 de Julho de 1985.
Com apenas 19 anos, deixou a capital Angolana para se mudar para Braga e estudar Direito na Universidade do Minho.
Apesar de morar na maior cidade de Angola ficou surpreendido com a “beleza e o encanto da cidade minhota”, confessa.
Em Luanda André tinha a vida normal de um jovem da sua idade. Estudava, e nos tempos livres jogava futebol com os amigos, ouvia música, via televisão e lia muito. “Gosto muito de ler”, referiu.
Quanto à sua adaptação na cidade de Braga, confessa que “ no inicio foi muito complicado”. Para o jovem os primeiros tempos fora os mais difíceis, pois as saudades de casa e da família eram muitas, mas “depois ambientei-me e correu tudo bem”, afirma.
É verdade, que no inicio os obstáculos como uma língua nova, uma cultura diferente e uma cidade desconhecida parecem obstáculos impossíveis de ultrapassar, mas com a ajuda dos colegas portugueses e angolanos a minha integração foi boa, ressalva o jovem.
Actualmente a frequentar o último ano do seu curso, tem boas perspectivas para o futuro. “O meu objectivo é voltar para Angola e dar o meu contributo ao país para se desenvolver e evoluir positivamente”, declara o jovem.
Gosta de Braga, gosta do curso de direito e considera que fez uma óptima opção em vir estudar para a cidade bracarense.“Estou já com algumas saudades dos bons tempos que passei aqui”, confessa.
Carlos Manuel Semedo de Brito, aluno moçambicano da Universidade do Minho
Carlos Manuel Semedo de Brito nasceu em Moçambique, na cidade de Maputo, no dia 9 de Setembro de 1986.Aos 18 anos deixou a terra natal, tendo viajado para Portugal. Escolheu a cidade de Braga para estudar Administração Pública.
Quando chegou à “cidade dos arcebispos”, terra desconhecida e completamente diferente de Maputo, confessa que ficou muito contente."Nunca pensei que Braga fosse uma cidade tão linda", explica. Ainda de acordo com Carlos Brito, o facto de a cidade de Braga não ser muito conhecida e pertencer à região do Minho faz com que as pessoas em Moçambique pensem que é uma cidade “pacata, de agricultores e pastores".
Quando chegou à Universidade do Minho, diz que o tamanho desta instituição lhe causou um grande espanto. Acrescenta que não estava à espera de uma Universidade assim.
De acordo com o entrevistado, a sua integração foi muito fácil e boa. "Aqui a tecnologia é diferente, as pessoas são diferentes, mas os amigos que já tinha em Moçambique e que aqui encontrei ajudaram-me. Assim, não tive as dificuldades que certos colegas tiveram ", explica.
De acordo com o entrevistado, a sua integração foi muito fácil e boa. "Aqui a tecnologia é diferente, as pessoas são diferentes, mas os amigos que já tinha em Moçambique e que aqui encontrei ajudaram-me. Assim, não tive as dificuldades que certos colegas tiveram ", explica.
Carlos Brito afirma que o seu grande sonho ainda está por realizar, mas que 50% deste desejo já está concluído. "Acho que todos os africanos têm este desejo, este sonho de ir estudar para fora, ganhar experiências e conhecimentos, para depois tentar fazer evoluir a nossa terra", complementa.
Actualmente está prestes a concluir um mestrado em Administração Pública e pensa regressar á Moçambique logo que for possível.
Conclui recordando um episódio da altura em que chegou a Braga, e que nunca mais esquece. Esteve várias horas perdido, porque apanhou um autocarro errado, e quando deu por ele não sabia onde estava. "Que susto que apanhei!...", termina
Conclui recordando um episódio da altura em que chegou a Braga, e que nunca mais esquece. Esteve várias horas perdido, porque apanhou um autocarro errado, e quando deu por ele não sabia onde estava. "Que susto que apanhei!...", termina

